Sim, está vivo!
Cartola completaria 100 anos, se vivo estivesse. E não está? Bem, para todos que amam o bom samba (o verdadeiro, não essa bobajada de pagode-mauricinho empertigado), ele continua entre os mais vivos que nunca, feito em carne, osso e música. Uma dica? Vou logo antecipando: além de ver essas fotos abaixo, dê uma checada no documentário Cartola - Música para os Olhos, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira (o roteiro também é da dupla). É através desse filme que é possível compreender como um homem cheio de oportunidades para tornar-se anônimo transformou-se num símbolo da música brasileira. Sua vida resume o samba, assim como as vidas de, por exemplo, Roberto Silva, Cyro Monteiro e Noel Rosa.
Escrevo e ouço o disco Cartola - Bate Outra Vez, uma coletânea de composições interpretadas por gente variada: de Beth Carvalho (O Sol Nascerá) a Ivone Lara (Tive Sim), passando por Cazuza (O Mundo é um Moinho), Caetano Veloso (Acontece), Paulinho da Viola & Elton Medeiros (Amor Proibido), Luiz Melodia (Cordas de Aço) e outros menos cotados. Ah, claro: e Peito Vazio, na espetacular voz de Nelson Gonçalves. É um tributo lançado em 1988. Se houvesse justiça neste país, o tributo a Cartola seria eterno.
Quer mais? Uma outra pérola-tributo: Leny Andrade - Cartola 80 Anos, num disco de 1987, com a melhor gravação de conheço de O Mundo é um Moinho. Mas há composições para todos os (bons) gostos. Não Quero mais amar a Ninguém, Festa da Vinda, Amor Proibido, Corra e olhe o Céu. É de chorar, no bom sentido. A propósito: há alguém, hoje, no Brasil - entre homens, mulheres e crianças -, que cante melhor que Leny Andrade?
Clique aqui para ouvir Alvorada. Clique aqui para ouvir Peito Vazio. Clique aqui para ouvir Nós Dois.






outubro 11th, 2008 às 7:52
Noel é o expoente da canção em que não se precisa de grandes vocábulo para se ter uma letra que vai na alma: e quando não, ele consegue ser grande na simplicidade com que compunha… O mundo é um moinho…
Saudade
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outubro 11th, 2008 às 8:10
Acho mesmo que devemos prestigiar o “antigo”, pois música também faz história. Hoje em dia nos deparamos com tanta futilidade musical! E as coisas boas não são tão divulgadas. Difícil, não é?
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outubro 11th, 2008 às 10:59
Obrigado! Que beleza de música que vergonhasamente confesso que não conhecia.
Obrigado mais uma vez!
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outubro 11th, 2008 às 11:56
cartola era um mestre assim como Noel Rosa. Não sabia desse documentário e tá aiduas coisas que eu gosto, samba e filme. Tem uns amigos meus em Brasília fazendo um samba muito bom, eles estão dando uma “roupagem nova” para as músicas de cartola.
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outubro 11th, 2008 às 12:45
Paaaaaaaaaarabens ao chapéu, ops, Cartola :)))
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outubro 11th, 2008 às 12:59
O Mundo é um Moinho e Preciso Me Encontrar, são duas musicas que sempre me arrepio ao ouvir e sentir, e, como te disse hoje, comecei a ouvir Cartola após o filme Cidade de Deus, que leva algumas músicas do Cartola em sua trilha. Pena que nasci um dia depois da data do aniversário do Cartola. Você já deve ter, mas eu passei rápido numa loja de viniis no centro e tinha um vinil do Cartola lá. Nem me lembro qual era, mas se interessar a loja se chama “Discovery” (algo assim).
Abraço Grijó
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outubro 11th, 2008 às 14:32
o cara eh bom mesmo… sempre ouço.
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outubro 11th, 2008 às 17:09
Prof, Cartola vive até para aqueles que têm pouco contato com sua obra, como eu. “As Rosas Não Falam” é uma canção conhecida por todos no Brasil. O alcance que a música conseguiu revela a força da composição desse carioca.
Passando também para deixar o link do meu mambembe blog aqui, como prometido hoje cedo lá na TCE. Está convidado a visitar-me sempre (mesmo que não entenda ou não goste de F1, hehe!)
http://www.deolhonaf1.blogspot.com/
Abraço, Prof!
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outubro 11th, 2008 às 17:25
Cartola é genuína representação de uma cultura brasileira que, até bem pouco tempo atrás, não ousava dizer o próprio nome. Abalada por estrangeirismos que são verdadeiros insultos, nossa cultura precisa ainda redescobrir valores seus, genuínos, como o samba de Cartola.
Parabéns pela postagem.
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outubro 11th, 2008 às 19:37
De samba eu não entendo quase nada, mas até eu conheço o mestre.
Cartola é parte viva da nossa cultura - gostando ou não, devemos respeito a ele por nos enriquecer com sua música.
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outubro 11th, 2008 às 23:34
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Nunca tinha ouvido falar em Cartola, mas procurei no santo Google e ouvi uma de suas músicas… realmente, muito boa!!!
Lucas de Oliveira
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outubro 12th, 2008 às 10:01
Como é que alguém NUNCA ouviu falar de Cartola?
Tem de estar muito fora de órbita…desculpe, Grijó, mas não me contive.
É demais, cara. Vc devia “moderar” essas coisas, na boa.
Abrç
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outubro 12th, 2008 às 12:31
Oswaldo, também acho difícil alguém nunca ter ouvido falar em Cartola, mas, como o próprio diz, acontece. Não vejo isso como problema, principlmente quando o Lucas diz que, partir da postagem, a curiosidade foi despertada.
Ótimo.
Quanto a “moderar”, só se as palavras forem inconvenientes, camarada.
Abraço.
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outubro 12th, 2008 às 13:04
Adoro samba, fui criada escutando… Infelizmente só se escuta suas músicas e a de outros bons compositores em rádios menos conhecidas, ficando restrita a um seleto público.
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outubro 12th, 2008 às 19:11
esse faz falta!
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outubro 12th, 2008 às 19:42
Viva Cartola!
Eu também tenho esse disco (vinil) da Leny Andrade - Cartola 80 anos, gravado em ago/87 e lançado em 1988, uma preciosidade,
com canções e interpretações de qualidade ímpar.
A destacar também a bela capa desenhada pelo LAN.
Concordo com vc sobre Leny, que tenho tido a sorte de ver/ouvir muitas vezes, ao vivo, em diversos shows e festivais.
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outubro 13th, 2008 às 10:50
Cartola é o gênio desconhecido na minha geração. ele, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Lamartine Babo e tantos outros. Que pena que seja assim! Aí vamos ouvindo Frejat e Arnaldo Antunes, Pato Fu e outras cositas sem muita importância né?
Viva Cartola!
Bjooo
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outubro 13th, 2008 às 22:24
nao conheço mto o trabalho de cartola, mais sei da sua importancia no meio musical…
é uma pena que hj em dia, nossos ouvidos sejam esculachados com musicas tao sem cabimento…
viva cartola!
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outubro 14th, 2008 às 21:23
Cartola é realmente eterno. A poesia dos seus sambas é algo ímpar na história da música popular brasileira. Já ouvi o Cazuza interpretando “O Mundo é um moinho” e ficou muito bom mesmo. “As rosas não falam” me comove toda vez que eu ouço, é fantástico. Gostei muito do seu blog e pretendo voltar outras vezes.
Um abraço,
David.
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outubro 19th, 2008 às 21:07
A música de cartola é sofisticada. Chegou a causar estranhesa em algumas mentes estúpidas: um criolo do morro escreveu isso? diziam. Ele está entre os grandes mestres da mpb, mas me refiro aos mestres de verdade com serviços prestados a cultura nacional.
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