Uma visita a Charles Bukowski (1920-1994)
Citado na postagem anterior, resolvi que era hora de falar em Charles Bukowski, herói de uma geração inteira de leitores que viam cada lançamento da coleção Circo de Letras, da Brasiliense, como um capítulo bíblico. Era o coração dos anos 80, o país deixara para trás os tempos militares, e a “abertura”, iniciada em fins dos anos 70, atingiu a literatura.Falo de Bukowski, Charles, poeta e escritor que, cá entre nós, não era dos grandes. Estava longe de ser do primeiro time, até porque não era um craque com as palavras. Tornou-se ícone muito mais por aquilo que dizia e não pela maneira como estruturava seu texto - o que, geralmente, é o que interessa à boa literatura. O que dizer é importante, mas “como” dizer é a verdadeira essência.
Seu personagem Henry Chinaski (assumidamente autobiográfico) era desleixado (ou fingia ser), iconoclasta, amava prostitutas e bares fedorentos, não dava a mínima para o stablishment, vestia-se como um vagabundo, tomava quantidades diluvianas de vinho barato e escrevia poemas pornográficos. Que leitor, aos vinte e poucos, não admira um personagem nesses moldes? Li Mulheres de uma tacada, num fim-de-semana, e achei o máximo. Hoje não acho mais. Depois li Cartas na Rua e, em seguida, Factotum, dois textos feitos à base de frases curtas, picotados, como se o próprio narrador se indispusesse com as conjunções. Sempre desconfio de narrativas assim. Também li a coletânea de contos Crônica de Um Amor Louco, mas aí eu já estava cheio de reservas. Prefiro o filme: Ornella Muti está nele.
Bukowski ganhou muito dinheiro: jorraram traduções de seus livros, transposições para quadrinhos, adaptações para cinema, tudo o que um escritor pode desejar. Participou de eventos em universidades, sua obra foi vastamente estudada, e a grana dos direitos autorais entrando cada vez mais. Mas ele tinha uma imagem underground que precisava ser mantida, sob pena de trair os leitores que apreciavam mais sua atitude do que sua literatura. E assim foi. Morreu aos 73 anos, de leucemia.



março 3rd, 2008 às 1:15
Pô, Grijó, vc coloca o velho safado como um cara que teve de manter a pose para manter os leitores? Pode até ser, mas o que fez a moçada gostar dele foi justamente essa “pose”. Muito sexo, muita cachaça e a total destruição dos valores babacas americanos. Gostava quando ele narrava as corridas de cavalos e os porrer com as putas.
Sabia que ele era alemão e não americano?
Não me toco muito com a questão do estilo q vc falou porque o que curto é a mensagem sacana que os livros dele trazem. Li um livro dele de poemas, em inglês, não sei se vc conhece: Bone Palace Ballet , conhece? Bem legal.
Abçs
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março 3rd, 2008 às 1:18
Primeiramente, fiquei feliz de ver você lá na comunidade do Orkut de novo. Sei bem que os comentários “vazios” são um tanto irritantes.
Na minha ignorância, sobre Bukowski conheço muito pouco. Na minha república acho até que tem um livro dele, algo com Velho Safado no nome… depois eu pesquisarei mais. Sei que há um bar em Botafogo que leva o nome dele. Há apresentações de rock, blues… e é muito freqüentado por indies e boêmios, acho que bem o público típico do escritor.
Achei interessante a vida dele, vou dar uma vasculhada por aí. Você sempre com contribuições tão boas… Adoro este blog.
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março 3rd, 2008 às 1:18
E esse filme que vc falou, Crônica de um amor louco, tem o Ben Gazarra fazendo o Chinaski?
Ornella Muti era uma coisa mesmo…mas não está tão bonita agora.
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março 3rd, 2008 às 1:18
eh por isso q eu digo! =]
esse blog dah um banho de cultura na pessoa!
adoro passar poraq!
um abraço!
flw
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março 3rd, 2008 às 1:18
Já li muito Charles Bukowski, e apesar de não ser considerado o melhor trabalho, amei “Cartas na rua”. Eu o considero um poeta…
Ele centra muito, tudo é direcionado ao amor, mas não é explícito; sempre dá uma idéia de luz no fim do túnel para mim. Gosto.
Vc é cultura, Professor.
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março 3rd, 2008 às 1:23
Nossa que interessante esse cara,adorei pq esse blog é cultura total
bjs
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março 3rd, 2008 às 1:31
Não conhecia esse escritor, mas gostei do que foi dito sobre ele e sobre os livros, essa coisa de manter uma imagem para conquistar leitores, vo ver se copnsigo algum an biblioteca do colégio.
Eu li o post. mas o comentário tah vago devido a minha ignorancia no assunto… Mas gostei mt!
bjus!
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março 3rd, 2008 às 1:35
Paco, li apenas os textos traduzidos de Bukowski. no início dos anos 90, ganhei um exemplar de “The People Look Like Flowers at Last”, mas, confesso, eu já tinha perdido o tesão de lê-lo. Passei a alguém que iria fazer bom proveito do livro.
Quanto à sua pergunta: sim, acredito realmente que ele teve de manter a “pose”. Durante as filmagens de Barfly, em que Mickey Rourke faz o papel de Chinaski, li algumas críticas que traziam justamente essa questão. Bukowski estava rico mas mantinha o estilo porque não queria “trair” seus leitores.
Mickey Rourke confirmava.
E não vejo mal algum nisso.
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março 3rd, 2008 às 2:15
Nossa!!Há muito não “via” alguém citar Bukowski.Acho que desde 90,rsss.
Acredito que o roteiro de Crônica de um amor louco seja o seu mais conhecido trabalho, alias talvez o mais popular.Ornella linda no filme.
Loucura, e arte.
Ele acabou sendo vítima da propria imagem que criou.Mas sabe, apesar de tudo até que eu percebi um “q” de ternura nele…preciso ver mais coisas dele…
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março 3rd, 2008 às 3:13
Admito que nunca lí nada da obra de Bukowski, mas nunca é tarde para começar né? vou ver se compro algum livro dele!
Valeu!
http://www.fatorweb.wordpress.com
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março 3rd, 2008 às 3:37
A-M-E-I isso aqui. Adoro literatura. Voltarei mais com certeza. Me aguarde.
Segue meu comentário:
Bukowski conseguiu fama, virou quadrinho, filme, seus textos são tão comentados. E o que o escritor fez para tanto? Descreveu a própria vida da maneira mais crua que lhe foi possível.
A vida de Bukowski é uma história extraordinária, algumas vezes triste, muitas outras bastante divertida. Um exemplo magnífico de um pobre diabo superando adversidades
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março 3rd, 2008 às 3:59
C ara não li nenhum livro dele mas pelo que eu vi no post os livros dele deveriam ser bem interessantes…
Iria adorar ler qualquer coisa dele!
Abraços…
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março 3rd, 2008 às 4:20
Não conheço esse escritor, porém fico feliz em saber que um cara que “estava longe de ser do primeiro time, até porque não era um craque com as palavras. Tornou-se ícone muito mais por aquilo que dizia e não pela maneira como estruturava seu texto ” conseguiu ser reconhecido.
Isso me dá esperanças srrsr.
Bjs
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março 3rd, 2008 às 12:13
Não li nada sobre o Charles Bukowski, honestamente. Como tu, eu também não saio correndo pra comprar e ler livros só porque outros o fazem.
Caiu em minhas mãos “O caçador de pipas” e eu gostei. Nem quero ver o filme no cinema. Há cenas criadas por minha mente que a telona deturparia. Prefiro desfrutar o que a literatura reserva a cada um de nós de modo único: formamos imagens exclusivas.
Gostei de teu blog, virei mais vezes me atualizar culturalmente.
Abraços.
FadaSafada.blogspot.com
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março 3rd, 2008 às 12:25
Também nunca li uma obra de Bukowski, mas pelo contexto é realmente ótimo.
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março 3rd, 2008 às 13:05
O melhor personagem de Bukowski era ela mesmo. Gosto de tudo dele. Aliás, gosto de todos os malditos e que têm alguma relação com a geração beat. Tomei contato com Bukowski ainda moleque, vendo o filme Barfly, com Mickey Rourke e Faye Dunaway. E apesar de conhecer o filme com a Ornela Mutti e o Ben Gazarra, ainda não tive a oportunidade de vê-lo.
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março 3rd, 2008 às 13:14
“Vício e virtude representam para o artista a matéria-prima da sua arte”.
Creio que essa frase retrata bem o sucesso das obras de Bukowski e todo esse lance de vida porra-loca. Morreu bem velho para quem adota esse estilo de vida; normalmente se morre aos 27, se é que vocês me entendem…
Fabiano Zorzal
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março 3rd, 2008 às 17:05
eu vou ser bem sincera com tigo
eu nunca tinha ouvido falar
+ gostei muito to post justamente por isso pois vc me ensinou sobre ele
valew mesmo!!!
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março 3rd, 2008 às 17:23
Olá.Tu não deve imaginar a minha felicidade quando abriu aqui a página do seu blog, e eu vi que o assunto era sobre o Bukowski.Certamente,o meu preferido escritor dos Estados Unidos (vide que ele nasceu na Alemanha). Toda a simplicidade dele,a irreverência,a paixão por não ser grande,por aquela vida deslocada me fizeram gostar de Bukowski.As vezes acho que ele aproveitou a vida mais do que muita gente!Que ele viu, e sentiu coisas que ninguém nunca saberá.
Gosto da maioria dos livros,mas,Misto Quente é especial.
Um de poemas ótimo dele,é: Tempo de vôo para lugar algum.
Um abraço,e seu blog certamente é ótimo.Só pela dica do filme da semana já deu pra perceber!
Até!
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março 3rd, 2008 às 18:00
Eu achava ele meio louco. Mas era um louco genial. E essa autodestruição é normal em pessoas muito criativas e muito deprimidas também. Sempre o achei alguém assim.
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março 3rd, 2008 às 18:23
Putz!
Bukowski!
Foi boa a leitura pois aprendi mais sobre nossa INfamous guy^^
(no bom sentido).
^^
Tem um Bar aqui no RJ que leva o nome Bukowski Bar, muito bom e esbarra no underground^^
Mas de boa, bom blog, e logo mais devo ler mais textos seus.
Abraços.
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março 3rd, 2008 às 18:35
Agradeço, Leonardo.
Apareça mesmo.
Digo o mesmo a vc, A Hole in a Heart.
Valeu.
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março 3rd, 2008 às 19:50
Ele deve ter sido um daqueles escritores que marcaram a literatura brasileira, vou ver se leio o livro “Crônica de Um Amor Louco” porque estou estudando crônicas e estou achando muito interessantes os livros de crônicas que eu li e estou lendo.
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março 3rd, 2008 às 20:01
Realmente não conheço o Charles, não sei de seu potencial literário, mas digo seguro que os temas abordados por ele são atrativos demais, sempre serão.
Abraços.
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março 3rd, 2008 às 20:06
Olá…
Bukowski, apreciei bastante essa figura com cara de alambique…
Ele era um escritor da estrada, da loucura de seus modos… Ele nasce de um desdobramento surreal de John Fante - Pergute ao Pó… Enfim um Beat que figura em destaque na literatura atual.
Um abraço!
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/
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março 3rd, 2008 às 20:31
Não o conhecia, mas deve ser um ótimo escritor. Adoro ler sobre temas sobre o qual ele tratava.
Abraços!
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março 3rd, 2008 às 20:52
Para ser sincero nunca li nada de Bukowski, porém sempre tive a curiosidade, ouvia elogios e fortes críticas nunca soube em quem acreditar, então preferia ler o que fosse mais “coerente”, mas acho que depois de seu post, posso até comprar um livro dele, e formar minha própria opnião.
gosto muito do seu blog
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março 3rd, 2008 às 20:56
Valeu, Walter.
Os exemplares da Brasiliense vc vai encontrar - acredito eu! - somente em sebos.
Mas há os exemplares da L&PM, inclusive em pocket.
Baratos.
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março 3rd, 2008 às 20:57
Eu assisti o filme “Condenados pelo vício” e achei muito bom !! também pela interpretação do Mickey Rourke, mas com uma história super interessante…………
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março 3rd, 2008 às 22:41
Não conheço o tal Bukowski, mas fiquei curiosa. Porém, você disse que não leu obras dele e então eu fiquei me perguntando porque o autor deste blog indica um cara que não lê? Não me leve a mal, mas eu quero saber se apenas porque ele é um ícone cultural. É isso, professor?
Seu blog é bom. Parabéns.
Nanda
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março 3rd, 2008 às 23:41
Como não li, Nanda?
Claro que li…está na postagem inclusive:
“Li Mulheres de uma tacada, num fim-de-semana, e achei o máximo. Hoje não acho mais. Depois li Cartas na Rua e, em seguida, Factotum, dois textos feitos à base de frases curtas, picotados, como se o próprio narrador se indispusesse com as conjunções. Sempre desconfio de narrativas assim. Também li a coletânea de contos Crônica de Um Amor Louco, mas aí eu já estava cheio de reservas.”
Acho que vc se confundiu.
Abraços, menina.
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março 3rd, 2008 às 23:54
Professor, me desculpe, eu estava acordando aquela hora. Que mico! Micão mesmo.
Mas acho que li aquele comentário em que vc diz que só leu textos traduzidos dele e acabei trocando as mãos pelos pés.
Não… não pense que eu só leio O Caçador de Pipas. Dizem que às vezes eu bebo… Vá lá saber…
Abração.
Nanda
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março 4th, 2008 às 0:53
Mais uma vez, um excelente texto.
Bom, dessa vez eu vou ficar te devendo um comentário mais decente. Nunca li Bukowski. Vou comprar algum livro, com certeza. Qual dos citados você recomenda pra mim? Talvez eu compre até todos…
Eu achei muito digna de respeito essa postura dele, mantendo a pose e fidelidade para com seus leitores.
…
Grijó, os livros de sua autoria estão disponíveis pra venda na livraria LOGOS ou SICILIANO? Me interessei também.
Muito obrigado pelo comentário no meu blog.
Grande abraço!
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março 4th, 2008 às 3:08
Pois é, Grijó, também entrei nessa furada chamada Bukowski. Li Mulheres (roubado da estante de uma tia minha, dessa coleção da Circo de Letras) em poucos dias e não fiquei nada entusiasmado com o livro. Me pareceu raso, um tipo de literatura que não tem nada a acrescentar, além de entregar o texto devidamente mastigado ao leitor, um tipo de escrita que não é bem do meu interesse. Mas a falação em torno do cara era tão grande que eu acabei dando uma segunda chance, aí comprei Misto Quente e me decepcionei novamente. O grande diferencial do velho foi a vida atribulada que levou, e não o modo como a expôs nas páginas. Não pretendo abrir um terceiro livro do Bukowski tão cedo, e tenho cada vez mais convicção de que seus fãs consideram mais as loucuras que ele viveu do que sua arte em si. Para quem comeu meio mundo, consumiu litros de álcool e ainda viu a conta bancária ganhar vários dígitos é ótimo - pra mim é enganação pura. Até porque dentre os escritores auto-destrutivos, malditos ou seja lá o que for, Bukowski perde pra muita, mas muita gente. O Burroughs, por exemplo, ganha de goleada do velho safado.
[Reply]
março 4th, 2008 às 13:42
Olá
É interessante a gente ler esse tipo de texto informativo/opinativo para ver o que as pessoas acham dos famosos que fizeram fama não pela literatura, mas pela forma de falar… bj
http://felizanovelho.blogspot.com
[Reply]
março 4th, 2008 às 14:47
Li Misto Quente e o livro de contos A mulher mais linda da cidade. Gosto não!
[Reply]
março 5th, 2008 às 3:55
Descobri Bukowski depois dos vinte e poucos, deve ser por isso que até então não me animei a ler nada dele…
Bem interessante seu blog, parabéns. Vou linká-lo ao meu, tudo bem?
http://banzooo.blogspot.com/
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março 10th, 2008 às 14:15
Prefiro escritores com esse estilo direto e cru como Bukowski e Fante do que escritores que passam páginas e páginas descrevendo os móveis da sala - embora o velho safado tenha deixado um legado de “pseudo-escritores” que insistem em imitá-lo, como a Clarah Averbuck ( há textos aqui e ali que safam-se da escritora).
Gosto da obra do velho. E continuo gostando com meus 30 anos.
( Assisti Barfly. Horrível.)
[Reply]
agosto 12th, 2008 às 14:41
Olha, esse troço de “primeiro time” soa meio preconceituoso, não acha? Leitura (e literatura) é algo que deve ser observado subjetivamente, e conforme o prisma do sujeito, será literatura de primeira, segunda ou quinta categoria.Ah, e acho que “o que” se escreve é mais importante do que “como” se escreve. É nesse compasso que a gente vê quem tem, e quem não tem conteúdo. Penso que, depois de Hemingway, Bukowski é o cara que melhor sintetizou um determinado período do cotidiano norte-americano. Pra mim, o bicho é Fera.
abços
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agosto 15th, 2008 às 22:08
Sim, Carlos - daí a minha afirmação (subjetiva e sujeita a discordâncias) de que Bukowski é um escritor de segunda (ou de terceira). Aqueles períodos curtos, aquela linguagem à Apollinaire (no mau sentido) e à Bataille (no mau sentido também) nunca me agradou, embora eu reconheça nele alguns méritos. Não é preconceito, camarada. É conceito.
Discordo de vc de que o “que se escreve” é mais importante do que “como se escreve”. Literatura, a meu ver, é “como”, já que é fundamentada na linguagem, que, claro, é a ferramenta com que ela chega ao leitor. Ter histórias para contar não significa saber contá-las.
Hemingway era de primeira linha, assim como Salinger, Pynchon, Barthelme, Barth, Updike, Bellow, Heller e Brautigan. Não colocaria Bukowski nesse patamar, mas é juízo subjetivo, claro.
E, como eu disse anteriormente, sujeito a discordâncias.
Abraço.
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novembro 9th, 2008 às 20:14
Alô Grijó, primeira vez em seu site, tô adorando ler as opiniões diversas sobre Buk. A mim muito me interessam, pois sou ator, conheci B há pouco, primeiro através de “O capitão saiu pro almoço e os marinheiros tomaram conta do navio” e depois Factotum, Notas de um velho safado, Fabulário geral do delírio cotidiano e outros. Eu particularmente gosto muito da crueza de seus escritos e penso que isso serve ao teatro. No momento estou lendo e estruturando um roteiro para um monólogo com textos de Buk. Gostaria de saber sua opinião sobre isso. O que vc acha que no teatro funciona mais, quando trata-se de uma adaptação de uma obra literária? Que tipo de livro/literatura/autor funciona mais no teatro, pra você?
Abraço
Claudio
[Reply]
novembro 9th, 2008 às 20:29
Olá, Cláudio.
Acho que depende muito de quem vai adaptar. Penso que é necessário que exista, primeiramente, honestidade na adaptação. E, claro, uma visão que vá além da obra, já que o texto literário visa justamente a isso.
Por outro lado, o texto dramático já, por si, é literário. Fica mais fácil quando ele está pronto, não? Estou tentando imaginar uma adaptação de um texto de Bukowski. Vc conhece o filme que eu citei, “Crônica de um Amor Louco”? Acho que dá uma visão bacana de como adaptar um pequeno conto do velho safado.
Mas, repito: o que funciona mais quando se trata de uma adaptação? A honestidade na hora da tarefa.
Grande abraço.
[Reply]
novembro 10th, 2008 às 11:43
Grato Grijó, pela resposta rápida!
Sim, vi “Fáctotum” e “Crônica…” em dvd. Gostei dos dois, mais de Factótum, acho. Falta ver “Barfly”.
Eu e meu parceiro, que vai dirigir a peça, faremos a adaptação.
Honestidade´sim, isso…e uma visão que vá além, acho que já temos esses dois ingredientes…mas gostei de saber sua opinião.
Inclusive, a minha intenção é alargar os horizontes deste projeto, apresentando-o não só em teatros convencionais, mas também em centros culturais etc. e até mesmo em salas de aula, seguidas de debates. Acho que pode interessar muito a estudantes e professores, sobretudo os de literatura.
Grande abraço
Claudio Gabriel
[Reply]