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Chico em 15 canções (mas poderiam ser 30)

Está certo: será a última postagem do ano falando sobre meu xará, Chico Buarque. Calo-me por todo o 2018, depois. A não ser, claro, que eu mude de ideia. Na verdade, esta postagem é uma lista, cuja origem se situa num comentário do meu amigo e comentarista inteligente e assíduo do blogue, Lucas Lessa. A proposta dele foi discutir que seria o melhor parceiro de Chico. Eu vou além, e faço uma lista das minhas 15 canções favoritas, com as datas de publicação dos álbuns em que se inserem. Em outras palavras, mudei a proposta radicalmente – o que não significa que eu não possa retornar à sugestão de Lucas.

Eu disse – e tenho dito! – na postagem anterior que a fase mais criativa de Chico se deu entre 1971 e 1979. Em bom vernáculo: de Construção a Ópera do Malandro. Nove anos de produção soberba, sublime, incomparável. Já ouvi muita besteira acerca dessa época tão produtiva. Uma delas, a mais frequente, é que o compositor foi genial porque o regime militar proporcionou isso, censurando-o e obrigando-o a criar subterfúgios para burlar a tesoura. Chico Buarque não foi genial por conta do regime militar, mas apesar dele. Mas isso é outro papo. Eis a lista (pessoal, subjetiva, questionável), com os links, para quem quiser conferir. É só clicar e, em seguida,  congratular-me ou rir das escolhas. Em tempo: como sou homem de palavras, a base de minha escolha é o trabalho com a linguagem. Em tempo, de novo: há algumas canções que extrapolam 1979.

  1. O Que Será (à flor da terra), 1976.
  2. Construção, 1971.
  3. Uma Canção Desnaturada, 1979.
  4. A Noiva da Cidade, 1976.
  5. Verdadeira Embolada, 1985.
  6. Deus Lhe Pague, 1971.
  7. Acorda Amor, 1974.
  8. Meu Caro Amigo, 1976.
  9. Mar e Lua, 1980.
  10. Tanto Mar, 1978.
  11. Ilmo. Sr. Ciro Monteiro, 1969.
  12. O Velho Francisco, 1987.
  13. Geni e o Zepelim, 1979.
  14. O Meu Guri, 1981.
  15. A Rosa, 1980.

Eu poderia enumerar outras 15, todas no mesmo nível das que listei. Ou tantas outras, deixadas de lado por uma limitação que eu mesmo impus. No fundo, essa coisa de lista é meio chata, impertinente, mas serve ao menos para divertir. Certo, xará?

About the author

Francisco Grijó

Francisco Grijó, capixaba, escritor, professor de Literatura Brasileira, atual secretário de Cultura de Vitória (ES)

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