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Mulheres #3: Nastassja Kinski

Nastassja Aglaia Nakszynski começou no cinema aos 13 anos, pelas lentes de Win Wenders, em The Wrong Move, um road movie de 1975 que trazia a presença luminosa de outra alemã, Hanna Schygulla, no papel feminino principal. Aos treze Nastassja já possuía a impressionante beleza que transformaria o atormentado Roman Polanski, três anos depois, num boquiaberto apaixonado, e seria justamente ele o responsável por apresentá-la ao mundo, dando-lhe o papel principal no belo filme Tess, de 1979.

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Depois: foi garota do circo (O Fundo do Coração) e esposa de Robert Schumann (Sinfonia da Primavera), tornou-se pantera numa relação incestuosa com o irmão Malcolm McDowell (A Marca da Pantera), foi refugiada iugoslava cujo marido era impotente (Os Amantes de Maria), envolveu-se com o agente antiterror Nureyev (Exposed), foi mulher do maestro Dudley Moore (Infielmente Tua), desfilou como uma sílfide por estações portuárias (A Lua na Sarjeta) e voltou, loura, stripper e mãe, para os olhos de Wenders (Paris, Texas) – tudo isso em 3 míseros anos. Tudo bem, tudo bem, alguns filmes são menores, reconheço, mas Os Amantes de Maria, O Fundo do Coração e A Marca da Pantera merecem menção especial.

A atriz deixou sua marca no imaginário masculino nos anos 80, principalmente por aparecer nua ao lado de Marcello Mastroianni dois anos antes, em Tentação Proibida, de Alberto Lattuada, um dos grandes nomes do Neorrealismo italiano. Foi o primeiro filme que vi, estrelado por ela. Pude ver suas curvas também em A Marca da Pantera – refilmagem de Sangue de Pantera, de Jacques Tourneur -, filme que fez dela uma celebridade e, mesmo assim, num determinado momento de sua carreira, ela isolou-se, deixando Hollywood a ver navios, órfã de uma acachapante beleza europeia que não tinha rivais em sua época. Voltaria mais tarde, casada com o produtor egípcio Ibrahim Moussa, com quem teve dois filhos e que fez uma ponta no filme Harem, estrelado por ela, em 1985. Um filme menor, em que ela faz uma belezura raptada por Ben Kingsley, um sheik árabe.

Os anos 1980 foram bons para Nastassja Kinski, mas não a década seguinte, quando ela resolveu percorrer os caminhos dos filmes de ação e protagonizou bombas como Velocidade Terminal e Crackerjack – Resgate Suicida. Outro sortudo que a teve como esposa foi o produtor musical e trompetista Quincy Jones, com quem teve uma filha. E por falar em paternidade, Nastassja é filha do lendário ator Klaus Kinski, um desajustado que publicou sua autobiografia – Kinski Uncut -, na qual insinua ter tido relações incestuosas com ela. O rompimento entre eles foi definitivo, a ponto de ela, em 1991, não ter comparecido ao funeral do pai.

A foto acima, de Richard Avedon, mostra Nastassja Kinski em sua imagem mais famosa – uma Eva moderna, muito mais bela que a concubina de Adão. Era o ano de 1981 e ela mal acabara de fazer 20 anos, estava no apogeu da beleza, no ponto máximo da sensualidade. Está ali para ser vista, admirada, contemplada. É toda sua, leitor!

About the author

Francisco Grijó

Francisco Grijó, capixaba, escritor, professor de Literatura Brasileira, atual secretário de Cultura de Vitória (ES)

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