O Melhor do Jazz #6: Big Bands

The Essential Frank Sinatra with the Tommy Dorsey Orchestra (2CD)A orquestra de Tommy Dorsey pode não ser a melhor em muitos itens, mas possuía Frank Sinatra – e isso já a credenciaria como eterna. Durante pouco menos de 3 anos, Sinatra e Dorsey criaram uma parceria que trouxe à superfície clássicos como Polka Dots and Moonbeams, I’ll Never Smile Again e Stardust. E muito mais, claro. Dorsey era um trombonista de mão cheia que, conhecendo profundamente o ofício, mantinha curta a rédea dos músicos, concedendo a alguns poucos o privilégio do improviso. Frank Sinatra não teve vida fácil, mas esse The Essential é algo que não pode faltar numa discoteca decente.

Resultado de imagem para count basie groovemakerJunte Count Basie e Quincy Jones e você obterá a solução de qualquer problema. Hipérboles à parte, esse discaço da orquestra do Conde conta com a participação luxuosa dos saxofones de Frank Foster e Frank Wess, da guitarra de Freddie Green e da bateria de Sonny Paine. E mais 13 músicos, além de Basie, ao piano. É som de primeira, suingado, com uma atenção especial para os temas finais – de Quincy -: Lullaby for Jolie (Jolie Ann) e Kansas City Wrinkles. A faixa título você ouve AQUI.

Não bastasse ser o maior compositor do jazz, Duke Ellington era também um extraordinário arranjador e conduzia sua orquestra de Resultado de imagem para duke ellington recollections of big band eramaneira empresarial. Contratava músicos, negociava contratos, cobrava multas, lidava com os grandes managers do ramo. E tinha uma das melhores big bands de todos os tempos. Duke tem, pelo menos, oito discos antológicos no gênero, mas este é um primor de repertório: Rhapsody In Blue, One O’Clock Jump, Sentimental Journey, Tuxedo Junction, I’m Gettin’ Sentimental Over You, Cherokee e Minnie The Moocher, que abre o disco. Há outras 17 para você se deliciar – e todas trazem, entre outros, os saxofones de Johnny Hodges e Paul Gonsalves.

Para muita gente esse disco de Benny Goodman é o melhor no gênero. O lendário show no Carnegie Hall, em 1938, em que o grande clarinetista se fez acompanhar por um escrete: Harry James e Buck Clayton nos trompetes; Johnny Hodges, sax alto; Lionel Hampton, vibrafone; Teddy Wilson e Count Basie, pianos; Freddie Green na guitarra. E Gene Krupa, o grande, na bateria. O cedê duplo traz 25 músicas nas quais o swing do bandleader mostrou aos americanos que o jazz era para ser dançado – mas também para ser ouvido. Um senhor disco, que pode ser ouvido, completinho, AQUI.

Meu pai dizia que o maior bandleader que já existiu se chamava Glenn Miller – que não está na minha lista. Dizia também que Lionel Hampton era o único capaz de emocionar como o velho Glenn. Lionel está na minha lista, e com um disco ao vivo de encher os ouvidos: Newport Uproar! É um grande disco de apenas 9 músicas, nas quais brilha, além do vibrafonista (que no disco também toca piano), um dos meus bateristas preferidos no jazz: Alan Dawson. Bem, Illinois Jacquet, no sax, e George Duvivier, no baixo, abrilhantam esse disco de pérolas pouco conhecidas. Destaque para Flying Home, que você ouve AQUI.

Da série O MELHOR DO JAZZ:

OS QUARTETOS

OS DUETOS

VOCAIS

ÁLBUNS DE ESTÚDIO

ÁLBUNS AO VIVO.

 

About the author

Francisco Grijó

Francisco Grijó, capixaba, escritor, professor de Literatura Brasileira, atual secretário de Cultura de Vitória (ES)

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