Pois é: fiquei em tempo sem postar, mas não consigo me segurar muito. Espero que meus escassos leitores tenham sentido falta. Tenho acessado a Folha de São Paulo e, nos últimos meses, leio, nesse veículo, algumas listas dos melhores filmes de todos os tempos. Geralmente demandam cineastas — Scorsese, Oliver Stone, Francis Coppola, Walter Salles, Del Toro — e alguns atores, como De Niro e Di Caprio. Enfim, deve haver outros, mas minha memória falha. Eis a questão: qualquer lista brota da subjetividade e, portanto, está sujeita tanto a aplausos quanto a porretadas. Sem ter muito o que fazer, fui na onda, e fiz também minha lista. De onde vem a ideia de que ela interessa a alguém?, pergunta-me um de meus seis ou sete leitores.
Ei-la, sem uma ordem de preferência:
- A Laranja Mecânica, Stanley Kubrick
- Asas do Desejo, Win Wenders
- A Batalha de Argel, Gillo Pontecorvo
- O Poderoso Chefão, Francis Coppola
- O Vento será tua herança, Stanley Kramer
- O dia em que a Terra parou, Robert Wise
- Interestelar, Christopher Nolan
- A Felicidade não se compra, Frank Capra
- O Anjo Exterminador, Luís Buñuel
- O jardim dos Finzi-Continis, Vittorio De Sica

10 filmes? Os que vieram à cabeça, de imediato. Sem pensar muito, sem avaliar as consequências de ter deixado de lado algumas obras-primas. O cinema norte-americano aparece 6 vezes. Os outros referem-se a filmes europeus — alemão, italiano, espanhol. Deixar cineastas como François Truffaut, Federico Fellini, Werner Herzog, Charlie Chaplin, Martin Scorsese, Roberto Rossellini, Akira Kurosawa e Carlos Saura de fora parece ser ousadia demais. Ou burrice demais. Enfim, resumir os melhores filmes em apenas 10 é tarefa inacabada.
Qualquer leitor que — por acaso ou não — leia esta postagem, vai apontar inconsistências. Pode manifestar-se, caso queira. Em tempo: não sei quem é o sujeito da ilustração acima, mas espero que, ao menos, goste de cinema.