Caetano Veloso, um site

foto de divulgação do livro "Caetano: uma biografia: a vida de Caetano Veloso, o mais doce bárbaro dos trópicos" ATENÇÃO: Devido à cláusula contratual entre o escritório do Caetano (Uns Produções, comandado pela Paula Lavigne) e a editora Pensamento Cultrix, é preciso publicar o crédito abaixo de forma integral: Pág.8: "Caetano em sua casa, em 1982, © Thereza Eugênia" ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***Caetano Veloso é um dos grandes letristas da MPB – se não for o maior. E Chico Buarque? Meu xará, penso, é mais poeta, mais lírico, gênio absoluto. E quanto a Gilberto Gil? Um craque da metáfora, sem dúvidas, capaz de tecer analogias impensáveis entre termos aparentemente inconciliáveis. Outro gênio. Belchior, Noel e Aldir Blanc rivalizam com o baiano Caetano, mas em alguns momentos específicos. No todo, acho que Caetano leva vantagem. Mas – pergunta-me meu sexto ou sétimo leitor – para que comparar?

Muito se escreveu sobre Caetano, e incluo aí a biografia recente – Caetano, uma Biografia: A vida de Caetano Veloso, o Mais Doce Bárbaro dos Trópicos – que ele próprio considerou mal escrita. Ainda não li, mas lerei em breve (e escreverei sobre isso). E por falar no assunto, lá vai: você, leitor, conhece Evangelina Maffei? Eu também não conhecia, mas é uma argentina, alucinada por música brasileira, autora de um blogue/site pra lá de completo sobre Caetano. Caetano Veloso…en detalle. Muita coisa, e sobre tudo aquilo que o envolve: festivais, apresentações, biografia, agenda, encartes, textos, discos, entrevistas. É mais completo que o site oficial do compositor.

Sensacional para quem é fã e mais sensacional ainda para quem quer conhecer por que Caetano Veloso é quem é.

AQUI você pode se regozijar.

16 opiniões sobre “Caetano Veloso, um site”

  • 1 de setembro de 2017 em 17:55
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    Gosto de Caetano. Dos discos mais.antigos.

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    • 1 de setembro de 2017 em 22:30
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      Os discos de Caetano dos anos 70 são os melhores,assim como os de Chico Buarque, de Gilberto Gil, de Edu Lobo e de Belchior.
      Fizeram algumas obras-primas nos anos 1980, mas coisas isoladas.
      Mesmo assim, estão bem acima da média brasileira. Sempre.

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  • 1 de setembro de 2017 em 23:42
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    qual é a diferença entre as músicas do Chico Buarque no século XX e Chico Buarque 2017 ( álbum “Caravanas”)?

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    • 1 de setembro de 2017 em 23:54
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      Ainda não ouvi Caravanas, de modo que não posso (ainda) opinar.
      Mas os discos do Chico nos anos 1970 – em especial “Construção”, “ChicoCanta”, “Meus Caros Amigos”, “Chico e Bethania”, “Chico Buarque” (aquele da samambaia) e “Ópera do Malandro” são o que há de melhor.
      Assim que ouvir “Caravanas” te respondo.

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  • 4 de setembro de 2017 em 15:02
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    Quem sou eu para discutir letra com você?
    Mas, Caetano Veloso, na minha opinião, não é mesmo dos grandes letristas da MPB, muito menos o maior.
    Chico Buarque e Gilberto Gil o deixam longe (aqui te digo que separo muito bem o artista da pessoa. Para mim, são o que há de pior como cidadãos e o que há de melhor como compositores de MPB. Caetano não tem qualquer obra que se compare a “Desalento”, na minha humilde opinião)
    Isso sem colocar na mesa gigantes do quilate de Ary Barroso, Noel Rosa, Pixinguinha (deste, bastava “Rosa” para estilhaçar a obra de Caetano Veloso inteira), Cartola e por aí se vai.
    Não gosto de Caetano Veloso, embora reconheça que ele tem algumas boas obras (como “Força Estranha”).
    A sensação que tenho é que ele escreve muitas coisas sem qualquer sentido e se diz que aquilo é genial, sem mesmo se ter entendido o que ele quis dizer (aliás, tenho a nítida sensação que nem ele muitas vezes entende o que escreveu).

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    • 4 de setembro de 2017 em 21:49
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      Claro que vc tem direito a uma opinião – e é bom quando se pode emiti-la.
      Só não entendi a parte “Para mim, são o que há de pior como cidadãos”.
      Chico e Gil?
      Enfim, se vc puder explicar isso…fiquei curioso.
      Noel era um ótimo letrista – de samba.
      Pixinguinha fez poucos textos. Nem “Rosa”, sua obra-prima, é dele. É de Otávio de Sousa, amigo próximo, mecânico hidráulico. Há quem diga que é de Cândido das Neves, também amigo chegado, poeta rebuscado, meio cafona (como a letra de “Rosa”).
      Ari Barroso era bom, mas penso que Caetano o supera. Enfim, é apenas uma opinião, claro.

      Acho Chico mais lírico, como eu disse. Mas letra é com Caetano. Dê uma checada em “O Quereres”, “Rapte-me, Cameloa”, “Vaca Profana”, “Tigresa” e outras pérolas textuais.
      Não estou falando de melodia (em que ele é ótimo, também). Nos textos o baiano é danado.
      A única composição dele cujo texto não compreendo muito bem é “Qualquer Coisa”, afinal é justamente a isso que se presta a canção. Entenda como quiser. Entenda “qualquer coisa”!
      Grande abraço.

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      • 5 de setembro de 2017 em 14:19
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        Grijó,
        Conheço bem essas músicas que você falou. Não consigo entender “Vaca Profana”.
        “Tigresa”, sim, está entre as poucas que gosto dele – como te disse. Ainda gosto de “Queixa”.
        Discordo que a letra de “Rosa” seja cafona, sabendo que é de um mecânico hidráulico então, tem valor redobrado. Aprendi hoje que um mecânico hidráulico (e não Pixinguinha) deixou Caetano no chinelo.
        Acho que Chico Buarque e Gil o superam muito. Lógico, minha opinião de leigo em literatura. Chico Buarque tem entre suas obras aquela que considero uma das grandes da música brasileira – “Construção”. Gil é fera até em composições de menos destaque como “Drão”
        Considero Caetano chato e talvez esteja realmente misturando o que é texto e o que é melodia, mas continuo sem entender grande parte do que escreve – e olha que já tentei muito.
        Quanto a Chico e Gil serem o que tem de pior como cidadãos é uma grande decepção muito grande que se tem com pessoas que sempre pregaram uma determinada visão e, com o desenrolar de acontecimentos recentes, mantiveram apoio incondicional a muita coisa errada que aconteceu e continua acontecendo. Mas não vou entrar nessa seara, especialmente porque sei que nossas visões divergem muito nestes quesitos.

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        • 5 de setembro de 2017 em 22:29
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          “Tu és divina e graciosa, estátua majestosa
          Do amor, por Deus esculturada
          E formada com ardor
          Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
          Que na vida é preferida pelo beija-flor
          Se Deus me fora tão clemente aqui neste ambiente
          De luz, formada numa tela deslumbrante e bela
          Teu coração, junto ao meu lanceado
          Pregado e crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu (…)”

          Não acha cafona? Ok. Piegas, então. Em contrapartida, funciona magnificamente bem com a melodia – e aí se torna uma grande canção. Mas a letra continua cafona. É apenas uma opinião, claro.

          Não vejo Caetano chato. Acho-o pedante, às vezes. Presunçoso, em outras tantas. Mas genial na maioria.
          Chico é mais poeta. Caetano, letrista. Gil, os dois.

          Quanto a questões políticas, aí a coisa entra de vez na seara da subjetividade plena, da fúria, do gosto pessoal, da possível intolerância à qual todos nós estamos aptos. Também prefiro não entrar nisso, embora compreenda as posições dos três.
          Fico com a de Francisco, por conta do nome.
          Grande abraço e obrigado pelos comentários.
          Apareça sempre.

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  • 4 de setembro de 2017 em 17:19
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    Recomendo a leitura da Biografia do Caetano. Muito detalhada e abrangente. Imperdível para quem é fã e também que gosta de música popular brasileira.

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    • 4 de setembro de 2017 em 21:40
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      Estou lendo.
      Sou obrigado a concordar com Caetano sobre algumas passagens mal escritas. Mas é um ótimo documento. A pesquisa foi bem feita.

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  • 4 de setembro de 2017 em 21:03
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    Muito obrigada!!! Um abraco desde Buenos Aires…

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  • 23 de setembro de 2017 em 21:58
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    Grande Grijó,

    É muito interessante ver a relação do Mundo com a nossa música: eles nos amam. Acho que o próprio Caetano diria que ” eles nos acham lindos”. Em minha viagens pela América do Sul , principalmente no Chile e na Argentina, vi que é bem comum ligar o rádio e escutar bossa nova e mpb, e é muito comum entrar em uma loja de discos e encontrar cds brasileiros em posições de destaque.

    Dia desses eu vi a entrevista de uma integrante de uma banda de relativo sucesso: Of Monters and Man. A moça estava dando a entrevista em português. Perguntaram pra ela se ela já morou aqui, tem conhecidos aqui, etc, etc. Ela disse que não, que estudava música brasileira na faculdade de música e ficou apaixonada, e quis aprender português. Detalhe: a moça é da Islândia.

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    • 24 de setembro de 2017 em 10:39
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      Sim, a música brasileira, principalmente a instrumental, carregada de influências, misturada, tropicalista, universal, é bem vista no exterior. É só voltar um pouco no tempo e ver o que a Bossa Nova fez nos EUA no começo dos anos 60, quando, por aqui, já estava decadente. O rock (iê iê iê já dava as cartas, alicerçado por uma perversa escolha da indústria fonográfica incipiente brasileira) mandava e desmandava.
      A música brasileira nada mais é que África + Caribe + Portugal + talento + engenhosidade. Dá no que dá.
      Dia desses ouvi um jornalista britânico dizer que os ingleses apreciam Pelé e música brasileira. É o que conta para eles.

      Apareça sempre, George. Seus comentários valem um bocado.

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  • 24 de setembro de 2017 em 21:26
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    Grijó

    Seu disco favorito de Caetano é Bicho, certo? Gosto mais de Cores, Nomes.

    Valeu o post, mestre.

    Um abraço!

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    • 24 de setembro de 2017 em 22:00
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      Acho “Bicho” a maturidade de Caetano, junto com “Muito”, que é outro grande disco.
      “Cores Nomes” tem “Ele me deu um beijo na boca”, o que já o torna muito bom.

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