Dia desses me perguntaram sobre qual o melhor disco que rock que conheço. A pergunta é fácil; difícil é a resposta, já que o rock, abrangente em suas modalidades e em número de bandas e gravações, dificulta qualquer tipo de julgamento. Isso, claro, é uma visão pessoal. Creio que alguns de meus 6 ou 7 leitores tenham suas preferências já fossilizadas, trazidas da adolescência – que é quando o rock nos encanta, nos toma por inteiro. Creio que já ter dito isso numa outra postagem. Mas não fujo do desafio: para mim, Abbey Road, dos Beatles, e Electric Ladyland, de Jimi Hendrix, são o que há de melhor. Sei que alguns vão torcer o nariz: Abbey Road, disco de rock? Não é?

Nunca fui íntimo do heavy metal. Alguma coisa do hard rock me agrada, em especial Led Zeppelin, Queen e Aerosmith. O disco ao vivo do Deep Purple no Japão também. Coisa séria, que um adulto pode consumir sem correr o risco de voltar no tempo e sentir-se com 14 anos. O rock progressivo, ao contrário, sempre me foi caro: Pink Floyd, King Crimsom, Yes, Jethro Tull e Frank Zappa, cujo disco One Size Fits All, de 1975, foi-me apresentado no meu aniversário de 16 anos, em 1978. Comecei a jornada pelo progressivo a partir daí. Um caminho feito de paradas, retornos, atalhos. E, por último, o mais importante: minha banda preferida é o The Who. Já mencionei isso.
Mas por que falo de rock e de lembranças, referências? E por que somente o nome de Jimi Hendrix aparece em negrito? Se vivo, o senhor da foto teria 76 anos, mas morreu num dia 18 de setembro, há 48 anos. Para mim, é o maior de todos os guitarristas – e olhe que sou fã de Clapton, que muitos consideram um deus das cordas, e de Jimmy Page, outro monstro -, embora haja uma justa ressalta a ser feita: será que Jimi manteria o pique? Essa é uma questão tão absolutamente desnecessária quanto divertida, embora muita gente leve isso a sério. Para seus detratores, ou para os fãs de outros guitarristas menores, Jimi Hendrix não teve tempo de mostrar que seria eterno. Para mim, este post mostra o contrário.
Jimi fez tudo o que era possível – e o que era considerado impossível, ele deu um jeito. Fez das distorções música para todos os ouvidos. Usou a tecnologia para expressar o som que não se imaginava existir. Foi um inovador, arriscou-se ao máximo em busca do som que queria apresentar – e acabou por influenciar todos (ou quase todos) que vieram depois dele. Poucos fizeram isso na música, e quando afirmo isso levo em conta todos os gêneros. Eu disse todos. Fez blues-rock, rock and roll, hard rock, baladas, country, jazz. Lá no início da postagem falei em Electric Ladyland. Claro que você conhece, mas, se ainda não teve oportunidade, ouça. É o derradeiro álbum de estúdio do The Jimi Hendrix Experience, trio que comportava também Noel Redding (baixo) e Mitch Mitchell (bateria). É ouvir para crer. E rezar pela música de Jimi Hendrix, que durará para sempre,

Sempre bom ver um espaço para o Rock. Aliás, excelente a escolha do discaço Abbey Road. Mas, na minha humilde e modesta opinião, creio que no gênero não há álbum que rivalize com The Dark Side of The Moon. Nunca vi nada igual, é um disco para se escutar de cabo a rabo sem cometer a heresia de saltar canções, elas se complementam de tal maneira que você nem sente a transição, por vezes.
Também não sou tão íntimo do heavy metal, mas uma das bandas desse sub-gênero do Rock lançou um disco bom para os ouvidos tanto pela voz como pela magia dos seus instrumentistas: Black Album, do Metallica. Talvez o álbum menos heavy metal da banda. Outro disco para se escutar de cabo a rabo.
Bela postagem! Saudações!
“Dark Side” é um disco fundamental, e nele tudo dá certo. Ouvi adolescente e desde então nunca mais parei.
Ainda acho que o progressivo é a parte adulta do rock, com seu virtuosismo e letras mais bem elaboradas.
O heavy não me diz muita coisa. Para mim, a grande maioria é barulho e, quando não, é perfumaria, exibicionismo, caricatura. Não me engana.
Parei no “Sabbath Bloody Sabbath”, de 1973.
E tenho certa simpatia por “Back in Black”, do AC/DC, que para mim é hard rock.
Enfim, para que servem mesmo essas rotulações?
Abração!
E acho que por preconceito nunca ouvi Mettalica.
Ao menos não intencionalmente.
Bela postagem professor. Também considero Hendrix o melhor dos melhores. Vi na publicação que você não curte muito heavy metal, e parou em um álbum do Sabbath. Recomendo primeiro que termine o Sabbath Bloody Sabbath, e tente um gênero um pouco diferente com letras mais progressistas que vi que você se interessa. Motorhead mistura um pouco do heavy metal com punk hardcore. Motorhead teve influência do Sabbath, nenhuma novidade rsrs.
Curiosidade: Lemmy Kilmister, criador do Motorhead, foi bastante influenciado por Hendrix, chegou a conviver com Hendrix e tornar-se seu road, e claro, responsável por buscar os ácidos de Hendrix rsrs.
Pois é.
Vou, no máximo, até o Black Sabbath. Depois disso, não dá para mim.
Já ouvi algumas coisas do Motorhead, mas não chegou a me seduzir.
O Kilmister é uma figura.
Talvez eu tenha sido mal apresentado a ele e à banda.