Cravos, Chico, Festa (e a versão original)

Hoje é dia 25 de abril – e os portugueses estão em festa desde então. Há 47 anos Portugal, por meio da Revolução dos Cravos, mostrava-se frente a frente ao processo democrático. Segundo consta, uma garçonete lisboeta chamada Celeste Caeiro, iniciou a distribuição de cravos durante o conflito. Muitas dessas flores chegaram aos soldados que, simbolicamente, acoplavam-nas às espingardas.

Não vou explicar como e por quê se deu a revolução que pôs fim ao salazarismo em Portugal. Este espaço é insuficiente para tal narrativa. AQUI você encontra tudo. O que quero dizer é que meu xará, Chico Buarque, homenageou o país e o movimento na canção Tanto Mar. A segunda versão dessa canção é conhecida: está no disco Chico Buarque, de 1978. A primeira, original, feita em 1975, está aqui:

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Observe a atualização das formas verbais utilizadas em uma e outra versões. O resto é com você, leitor.

Um P.S. No disco Chico e Bethânia, de 1975, a canção Tanto Mar teve a letra censurada – por motivos óbvios, de modo que apenas a melodia (violão, flauta, palmas etc) pôde ser veiculada. Há também uma belíssima – mesmo! – interpretação da cantora portuguesa Eugênia de Melo e Castro dessa canção. Wagner Tiso acompanha a moça. Vale ouvir!

 

 

 

 

2 opiniões sobre “Cravos, Chico, Festa (e a versão original)”

  • 28 de abril de 2022 em 08:56
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    Chico é um passadista.
    Tem seu mérito mas, não influi hoje. O mundo é dos mano, da moçada que faz música periférica.
    Caetano ,Gilberto Gil, Tom Jobim estão todos fora do jogo.
    Não sei se isso é ruim…

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    • 28 de abril de 2022 em 10:59
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      É uma visão um tanto reducionista, Revson.
      Tenho lido sobre essa música periférica a que vc se refere. Vou formando a opinião, devagar.
      Vc ouviu Chico Buarque o suficiente, para ter uma opinião formada?

      Resposta

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