Meu querido amigo – admirador e conhecedor profundo do rock – Alfonso Favalessa, professor da área exata, enviou-me uma mensagem na qual Geddy Lee, baixista e líder da banda canadense Rush, afirma, com todos os fonemas, que Who’s Next, álbum de 1971 da banda The Who, é o melhor disco de rock de todos os tempos. Você encontra a entrevista AQUI. Eu não sou daqueles especialistas no rock cujas opiniões definem o gênero. Longe disso. Meu amigo Favalessa é.
Já escrevi sobre o Who aqui, neste blogue. Foi lá no começo, em 2017. Repito um dado que considero fundamental: Keith Moon e John Entwistle são, a meu ver, o maior baterista e o maior baixista do rock. Sim, respectivamente. E digo mais: Pete Townshend é o melhor compositor que há, no gênero. Melhor que Dylan, melhor que as duplas Lennon/McCartney e Jagger/Richards. Claro que é opinião pessoal, e minha opinião vem com um aval poderoso: Geddy Lee concorda comigo. Isso está na entrevista também.
Sei que é difícil dizer qual o melhor disco de rock que existe. Além da infinidade de grandes discos, muitos deles concentram-se em determinadas épocas, e sob determinadas perspectivas culturais. Como comprovar que Chuck Berry é melhor que Tony Iomi? Ao comparar essas duas lendas, claro, a subjetividade prevalecerá. Aproveitei para (re)ouvir Who’s Next. Sinceramente? Não há canção ruim. Ao contrário: com exceção da curtinha Love Ain’t for Keeping, todas – rigorosamente todas! – são obras-primas.
Tenho Who’s Next em vinil e em cedê, que traz faixas adicionais, gravadas naquele mesmo ano, mas não durante a enxurrada de gravações que deram origem ao disco original. Naked Eye, Pure and Easy e Water são ótimas, mas a razão de não terem entrado na seleção em vinil é óbvia. Não estavam no mesmo nível. Geddy Lee deve saber disso, assim como Favalessa. Ouvindo mais uma vez – como agora faço – fico na dúvida quanto a meu julgamento. Mas qual, você pergunta. Até o momento, eu considerava Abbey Road, dos Beatles, e Electric Ladyland, de Hendrix, os melhores discos de rock que conheci. Acho melhor reavaliar. Obrigado, Geddy!
A propósito: se você quer saber as histórias acerca do álbum, clique AQUI.
Isso e show.
Realmente não sou especialista no assunto. Longe disto. Mas apreciei o texto. Escrita clara e muito acessível para leigos e, por isto mesmo, esclarecedora, enriquecedora.
Parabéns.
Obrigado, Regina!
Putz, dizer que respectivamente baixista e batera do The Who são os melhores do rock em uma postagem feita a partir do comentário de um monstro como o Lee e seu companheiro monstro Peart é uma afirmação em tanto, hehe. Como o Who’s Next o Rush tem o Fly by Night como álbum que não possui música ruim.
Aliás The Who é uma lacuna na minha vida. Como comecei a escutar rock a partir de 1994 tenho que ir preenchendo essas lacunas do passado. No momento me dedico ao Deep Purple e ao UFO.
Abraços.
Calma, George. Eu não afirmei que o Entwistle e o Moon são os melhores em seus instrumentos a partir de uma declaração do Geddy Lee.
Isso eu já acho desde 1988, quando resolvi ouvir rock diariamente, e recuperar um tempo em que me dediquei a ouvir outros gêneros.
Não sou especialista em nada, adianto.
Do que conheço – e não é tão pouco assim! -, mantenho o que disse.
Há gente que concorda. Há gente que me acha um pascácio.
Abração!
Rapaz, essa é aquela conversa que gera um debate madrugada adentro e no final das contas todos continuam com suas mesmas opiniões que iniciaram a discussão.
Na minha modesta opinião, de quem tem o Rock como gênero predileto, não existe algo que chegue aos pés do primoroso “the dark side of the moon”. Letras, arranjos, solos, sequenciamento… se você pular uma faixa do álbum já era, nem precisa continuar ouvindo, é um álbum que precisa ser escutado de cabo a rabo… e você nem percebe as transições das músicas, parece até um disco com apenas uma faixa de 40 minutos com todas as ideias muito bem amarradas. Para poucos.
Mas a discussão é boa!
Abraço, Grijó!
Se eu tivesse de escolher os 5 melhores álbuns de rock que conheço – e não são muitos! -, eu colocaria The Dark Side entre eles.
Fácil.
Tenho todos os discos do Floyd em estúdio. Não gosto de todos, na verdade.
Abração!
Caríssimo Grijó. Sou um profundo admirador do rock, apenas isso. Leio e ouço sempre que posso.
O The Who foi uma das bandas q me levaram a amar o rock. Lembro bem q no final da década de 70 eu tinha um disco dos caras. Ouvia “My Generation” quase sempre (acho q furou o disco, rs) e tenho certeza q entraria no meu top 5. Assisti Tommy, uma ópera rock belíssima com grandes intérpretes do rock. Com relação as letras, deixo pra vc amada mestre em citar o que de melhor existe, apesar q colocaria Dylan como meu preferido. Aliás, foi dele minha primeira aquisição em vinil (78/79, não me recordo bem). No quesito “melhores instrumentistas”, esse é, acredito, quase q pessoal. Sou fã incondicional do Led Zeppelin e, lógico, Bonhan tem minha preferência na batera, assim como Page na guitarra. Mas em nenhum momento poderia desmerecer esse quarteto fantástico (ah, Roger Daltrey era (é) muito bom nos vocais)…
Saudade desses tempos, pois sou da teoria q as grandes bandas de rock nasceram antes de 31/21/79…
Grande abraço…
Gr
Sei disso, camarada!
Sei que o LZ é sua preferência e, para mim, está entre as 3 maiores bandas de rock de todos os tempos.
O Pink Floyd é uma delas.
Mas continuo afirmando que o rock não me é totalmente conhecido. Aprecio, claro, ouço sempre, mas o jazz ainda me emociona mais.
A música clássica também. E muito de MPB.
Valeu o comentário!!!!!