
“Se ao final de sua vida, um escritor acredita ter esclarecido ou aumentado o fluxo criador de sua época – ou, mais simplesmente, de seus amigos – sentirá como se sua obra houvesse produzido um acréscimo, um desenvolvimento, e essa é sua principal utilidade. Fazer parte de um estilo, somando a ele, levando-o a sua plenitude, propicia sentir as mutações e a eternidade girando incessantemente em seu mais secreto ordenamento.”
A Expressão Americana, José Lezama Lima
Sábio. Os cubanos são sempre muito lúcidos, na literatura e no cinema pelo menos. Quando eu tentei ler Paradisó foi muito difícil , tenho aquela primeira edição que saiu no país pela brasiliense. nunca mais tentei ler rsrsrs
Paradiso era o livro preferido de Cortázar – cheguei ao cubano pelo argentino.
Não é fácil, principalmente porque o cubanês é, muitas vezes, intraduzível.
Li em português, por essa tradução e edição da Brasiliense. Mas confesso que levei um bocado de tempo para concluir a leitura.
Lezama, além de escritor, foi também um teórico, sobretudo, da imagem. O livro dele, A Expressão Americana, é reflexo desse gesto que tensiona ficar sempre inconcluso.
É um belo livro mesmo. Gostei de alguns ensaios. “O Romantismo e o Fato americano” é sensacional.
Opiano licario, grande livro.