
“A religião era uma mentira que ele identificava ainda bem jovem, e todas as religiões pareciam-lhe insuportáveis, todas as superstições religiosas eram bobagens sem sentido, uma criancice; não suportava aquela total falta de maturidade – aquele vocabulário infantil, aquela santimônia e aqueles carneiros, os ávidos fiéis. Para ele, nada de conversa fiada a respeito da morte e Deus, nem fantasias obsoletas sobre o céu. A única coisa que havia era o corpo, nascido para viver e morrer conforme o que fora estabelecido pelos corpos que viveram e morreram antes.”
Homem Comum
P. ROTH tem um livro muito chato que é o primeiro dele (O Complexo de Portnoy), mas escreveu Pastoral Americana é isto o redimiu. É uma perda, mesmo ele não escrevendo muito nos últimos anos. RIP
É o maior da literatura norte-americana no século XX?
Rapaz, a meu ver, não.
Tem alguns livros geniais, mas ainda acho que Vonnegut, Barthelme e Joseph Heller são melhores. Claro que é apenas uma opinião, sujeita a pedradas.
Isso sem falar em Faulkner, John Cheever, Saul Bellow e Don DeLillo.
Acho que está nesse bolo aí.
Excelente autor!