
“Porque, embora meu, nunca me cedeste nem um pouco de teu passado e de tua natureza. E, inquieto, eu começava a compreender que não exigias de mim que eu cedesse nada da minha para te amar, e isso começava a me importunar (…) Não me pedindo nada, me pedias demais. De ti mesmo, exigias que fosses um cão. De mim, exigias que eu fosse um homem. E eu disfarçava como podia (…) Oh, eras todos os dias um cão que se podia abandonar. Podia-se escolher. Mas tu, confiante, abanavas o rabo (…) Agora estou bem certo de que não fui eu que teve um cão. Foste tu que tiveste uma pessoa.”
“O Crime do Professor de Matemática”
O Google avisa que ela teria 98 anos se estivesse viva.
Só li A Hora da Estrela e achei meu enjoado.
Não acho que Clarice seja inatacável. Há momentos de grandeza, a meu ver, em “A Paixão segundo GH” e “A Maçã no Escuro”. Alta literatura, penso. Mas há uma chatice tb, principalmente em alguns contos e em dois romances: “A Cidade Sitiada” e “Uma Aprendizagem”.
Quanto a “A Hora da Estrela”, bem, tem seus momentos.